segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ter tempo...é a vitória da vida...

Rossio Lisboa - estação de comboios





Um fim de semana, mergulhado como habitualmente em trabalho!! mas...sempre com tempo...

"Um dia..." vou acalmar, é essencial, quem me conhece, mas ... sabem da minha paixão em tudo o que faço. Nunca vivo ao lado das coisas, vivo dentro das coisas...

Uma sexta-feira caótica de trânsito, com chuvas torrenciais, e um jantarinho em família (tardio), no entanto muito "caliente".

Xia, tinha tantas, mas tantas saudades tuas...desde a tua doçura ao teu feitiozinho, como sempre disse a "Rainha Isabel II, é chinelo". Nunca esqueças amor, tu , tens a magia na alma e vais conseguir ter tudo...

Gostei muito dos passos de dança " meio pimba"!!! e logo veio á memoria, as nossas férias Tunisinas...

Na quinta-feira, num encontro dentro da hora com a Zézinha, sentadas num banco de pedra, frente à estação do Rossio, eram 18h, o fim da tarde era luminoso, as luz do projector da palmeira, iluminavam os nossos rostos.

Entre um chocolate, fotos e muitos risos, optamos por ir jantar. Quando entramos na sala do restaurante "Bonjardim" o primeiro a assar frangos no espeto em Lisboa, eram 18h40, a tradição ás vezes é o que é...

O frango, as batatas., o esparregado, o vinho...e claro, a celebérrima tarte de maçã com chantilly...um local de tradição, um atendimento muito atento e simpático.

Zézinha, uma das minhas companheiras de viagem...o teu riso e a tua amizade encheram a praça...

Ter tempo...é a vitória da vida...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

um dia...e razão porque é essencial...






Um dia...












No dia 21 Dezembro 2010, recebi de presente o livro "Um dia" de David Nicholls, deveria eternizar aquele " dia"

"Foi para mim um dia memorável, pois exerceu sobre mim grandes mudanças. Mas o mesmo sucede em qualquer vida. Imagine eliminar-lhe um determinado dia e pense no quão o seu curso teria sido " uma das frases de Charles Dickens.

O meu "um dia " acompanhou-me nas minhas viagens do pensamento, no silêncio, no almoço fugaz, no telefonema, um dia...percebi que quando se é especial, é-se especial para sempre.

Olhava o mar da "foz do Lisandro" e...o dia tinha a magia, apesar de o livro da violência, do ultraje, da vida...


A minha mãe evoca repetidamente, o que aconteceu aquando do meu nascimento " uma cama muito bonita , onde a gata entendeu ser a sua cama, para o nascimento das suas crias". Vou perceber um dia...porquê?, não é causa...é o efeito...

O meu dia existe, quando tu... e tu... e tu entendem, telefonam, dão força, tiram do trabalho em 30 minutos para o almoço fugaz. Quando a intensidade e o brilho tem sempre sol.


"Para que são os dias?
É nos dias que vivemos
Chegam, acordam-nos
Vezes e mais vezes
São para sermos felizes neles
Onde havemos de viver senão nos dias?"
Philip Larkin


Onde havemos de viver senão nos dias...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

o apreciar da existência...

"uma nota dos Prazeres da carne- o descobrir e a existência..."


O apreciar da existência dos bens...é um bem que cultivo no meu dia a dia.

Este dia a dia é feito sempre de muita coisa, e a minha medida de tempo é célere.

No sábado, um grupo de amigos juntamo-nos para jantar, trabalhei todo o dia, estava constipada e chovia, o risco era médio, face ás minhas condições físicas, mas...

Jantar nos "prazeres da carne" é maravilhoso. O restaurante é sobre o mar do guincho, com uma envolvência soberba. Chovia bastante, estava frio, mas...a degustação, o ambiente da sala, os troncos, o calor e os risos da "amiga" Olga, fazem todo o resto.

A minha noite não tinha acabado, debaixo de chuva, tirei fotos, ouvia-se o mar e o encantamento mantinha-se, para os meus AMIGOS em Janeiro é na minha casa. Vale!

Conduzi pela marginal muito devagar, o mar tinha o tal "brilhozinho" da chuva, fiz um remind dos meus pensamentos em viagem e...

Quando se é rica de afectos como eu, não ter tudo... é pouco expressivo...

O apreciar da existência...é a minha vida, a noite e o imaginário da mesma, é um fim de dia, calmo, a conversa fica ligeira, a risada fácil...

Que bom é apreciar a existência...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

a madrugada da cidade...

A madrugada de Lisboa é maravilhosa, Lisboa tem encantos muito especiais,o castelo e os miradouros, dão-nos uma imagem de uma das cidades bonitas da Europa.

Trabalho em Lisboa há mais de 40 anos e nunca como agora aprecio e saboreio esta cidade.

A "minha estação", ao ver-me chegar as 06h30, molhada e afogueada, pensou de imediato: A minha passageira da coragem..."nunca me faltou"

Os meus companheiros de viagem estão quase sempre em silêncio!!!são raras as pessoas que correm, o silêncio mantêm-se no Metro, á saída lá está diariamente o cauteleiro, impecavelmente vestido, num sussuro anuncia a lotaria.

Ainda falta 40 minutos para entrar...os meus passos são vagarosos, a correria dos últimos anos, está longe e não volta acontecer.

O café na pastelaria do costume, tem um encanto diferente, a simpatia, o hábito que se criou...

Natural de S. Pedro de Penaferrim (Sintra) saloia assumida, esta madrugada tem um cheiro característico...Não sei quantos anos vai durar!...mas o encanto da cidade está no meu olhar.

Na madrugada de lisboa, sózinha, vagueio, reflito, tiro fotos e amo o silêncio...

Bom dia...amanhã vou-te abraçar...

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

aquela alegre casinha...


Os dias menos bons na minha vida, estão muito longe, estou cansada, tirei apenas 4 dias de férias, e tenho optado pelas "escapadelas"

Um dia...os meus dias vão chegar ao meu local ideal...tenho muita vida para viver, aliás todos os dias conheço... todos os dias aprendo...todos os dias são diferentes na partilha das minhas emoções.

Uma vida cheia de muita coisa, ser filha, ser mãe, ser avó e ser amiga e... ser...ser...

Os meus dias são feitos de uma mão cheia de muita coisa...

Os acontecimentos dos últimos dias, deram-me mais uma vez a razão, porque luto todos os dias "vale a pena!"

A minha escapadela do mês foi passado nas casas rurais da "ti galinha". A Maria foi buscar-me a Alcobaça. Era noite e o tempo estava frio.

Quando chegamos a casa, a salamandra estava acesa, o lume crepitava, o assado estava no ponto e a luz era intensa, naquela alegre casinha...havia muita luz...as pedras do jardim tinham o brilhozinho da chuva. O vinho era transportado na mão!

Como diz a Maria, refeição sem vinho, seria sermão pela certa!( mas tu Maria também me pregas cada um!) devia ouvir-te mais!

Que jantar maravilhoso, uma mesa prazerosa, um calor...

Faz sentido Maria Martins, mas não só tu, e são todas(0) faz sentido a amizade franca e honesta de muitos anos, faz sentido a emoção que colocamos no que fazemos...

É a paixão da sobrevivência...

Os restantes dias foram muito intensos, tempo sem tempo e o Walter! assustado com a queda!

Aquela alegre casinha...A Chuva caía, mas o calor da salamandra veio para ficar...

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

a atitude...


Tantos dias sem escrever...tanta necessidade de escrever...

Como sempre tenho dito, escrever é uma das minhas vidas...

Tinha 22 anos e a morte do meu pai dilacerou uma das minhas vidas, como já escrevi , o meu pai foi o homem maravilhoso e na hora da despedida ele viu onde estava...que uma localidade lhe rendeu a homenagem.

Com a partida do meu pai, a escrita foi a presença, ela ajudou-me a superar uma dor díficil de comparar.

Sempre me isolei para estudar ou escrever, pegava em uma manta, um rádio e caminhava até junto do descampado perto da minha casa.

Uma aluna responsável, vivi a minha meninice com fantasia e a minha juventude foi irreverente, a injustiça não tinha entrada no meu vocabulário. Com 12 anos, andei á tareia com um colega no corredor da minha escola" antiga Ferreira Borges" que saudades! e...foi há 50 anos...

É a irresponsabilidade, a falta de moral, que corrói o grande afecto que é o amor...amizade...

A gratidão de uma vida na responsabilização, na partilha, faz de mim a pessoa que sou.

A minha vida é feita de tudo e sou um produto da minha vida...

A minha serenidade é uma conquista. Que o diga a Maria Martins...

Caio...fico negra...levanto-me e o amanhã, é o meu amanhã...

É a atitude...

"A semana passada, passei 3 dias nas casas rurais da "Ti Galinha" a Maria Martins é uma das únicas na forma como recebe os Seus Clientes... irei falar"

É uma questão de atitude...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

pelo sonho é que vamos...



Pelo sonho é que vamos...pelo sonho, atravessamos as sinuosas montanhas da nossa vida.

Pelo sonho...despertamos e vivemos...

Ontem foi mais um viver da minha existência. Vocês são maravilhosos.

As casas da "tia Galinha" esperam-me e mais uma vez o sonho da tranquilidade vai acontecer.

Hoje e porque viver é o sonho constante, deixo um poema de Sebastião da Gama


Pelo sonho é que vamos,
comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não haja frutos,

pelo sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.Basta a esperança
naquilo que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
com a mesma alegria,
ao que desconhecemos
e ao que é do dia a dia.

Chegamos? Não chegamos?
- Partimos. Vamos. Somos.

(Sebastião da Gama)



Pelo sonho...é que vamos...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Autencidade...veracidade...identidade...



Ainda tenho presente o encanto da envolvência da noite de quinta-feira..

Há quanto tempo, não ouvia uns belos poemas ao som da guitarra, com pessoas maravilhosas, histórias de feitos, em passados recentes ou não, histórias com tanta autencidade...

Autencidade...verdade...veracidade...identidade...

A noite mal dormida, provocou algumas reflexões, sobre um passado, cujos contornos estava longe de imaginar...

O meu acreditar nas pessoas, passou a ser a miragem, onde o olhar se perde no pesadelo...

Nada se é por acaso, e neste dia em particular que fui mãe, há alguns anos, orgulho-me da mulher que sou e da mãe que sempre fui.

Sempre defendi a verdade, respeito no seu todo,o meu semelhante.

Uns dizem que sou boazinha...eu direi que sou autêntica...e a não saio do registo da minha identidade...

O respeito que tenho pela minha família e meus amigos é o da liberdade, sou igual a mim própria, verdadeira, não evoco uma moralidade que não pratico.

Dos que me fizeram sofrer e foram muito poucos, lamento por eles, porque, se alguém ganhou, fui eu e mais uma vez...

Obrigado pai, ontem na tua campa eu dei-te um beijo, sei que não te esqueces de mim...obrigada mãe, que mesmo muito velhinha, olhas para mim com um ar ternurento, quando coloco o creme no teu corpo.

E filhos...pela vossa crítica, por brincarem e "gozarem" com o que vocês chamam o meu sentido de humor, pelo Vosso amor incondicional obrigado.

Aos meus amigos, que me criticam, por ser autêntica e acreditar sempre... obrigado.

Não sei se vou mudar..o meu acreditar está neste momento com o interruptor fechado, mas nunca vou deixar de ter

Autencidade...verdade...veracidade...identidade...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

e tudo acontece...




O Outono traz a magia do cair da noite, escura e sem frio, o Verão já passou e com ele a "leveza " da vulgaridade de muita coisa, que não me vou alongar em especificar.

O meu tempo é sempre muito exíguo, mas o tempo não tem tempo, quando se trata da minha família e dos meus amigos, ontem acompanhei a minha Zézinha a 2 eventos, vou falar deles, foram mágicos...

A magia é-nos dada pela porção que colocamos nela...

Na Sociedade de Língua Portuguesa, o poeta Carlos Carranca, apresentou o seu livro "com o cachimbo de meu pai", mais um livro de autenticidade...

Em amena tertúlia, o poeta brindou-nos com a sua voz, acompanhado á guitarra por Durval Moreirinhas, os "ingredientes" da magia, criaram em todos os participantes momentos únicos...

Houve também o meu momento...mas o encanto está muito perto do desencanto, pelo que, não obrigado...

Saímos em direcção ás "portas do sol" lisboa estava cálida, sem chuva e fantasiada.

O Santiago Alquimista, estava ao rubro, a geração continua, pessoas de várias faixas etárias, ouviram e aplaudiram Adam Cohen.Que bela noite...

Quase que me atrevo a dizer, que Lisboa tinha o brilho de outras eras...

O Castelo S. Jorge olhou para nós, em uma noite que Zézinha foi de grande beleza...

O encontro está marcado...

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

o caminho da vida...

Escrever, regenera, vicia, O meu blog é a minha experiência de vida e é vida.

A minha ribeira, que mesmo na noite, eu sinto o seu cheiro, dá-me a luz indispensável, para enfrentar o novo...dia.

Ontem, quando regressava a casa, o grupo de 3 pessoas que se sentou a meu lado, fez o favor de quebrar a magia do meu silêncio. Porquê gritar?

Hoje, optei por transcrever um excerto do livro o "grande ditador" de Charlie Chaplin, publicado a 15 de Outubro de 1940

"O Caminho da Vida O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.A cobiça envenou a alma dos homens... levantou no mundo as muralhas do ódios... e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria.Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido" Charles Chaplin

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

o nascer do dia...com o cantar...




Estamos a 2 meses do Natal...Um Natal para todos nós mais pobre. As contenções económicas assim o obrigam, mas...

Natal, para mim sempre foi muito bonito, não concordo em absoluto com os jantares natalícios, estamos sempre de costas para tudo e para todos e porque é Natal...telefona-se e reúne-se...

Nunca fiz parte dessa faixa, cultivo na partilha a amizade , aliás que seríamos nós, sem os nossos amigos!!!

Os meus Natais não são de consumismo, há 3 anos que optei por desligar o interruptor das compras...E esta atitude dá-me tranquilidade, olhava para as pessoas na correria e com sacos e...a minha paz aumentava.

Há 2 anos optei por renascer a meninice que há dentro de nós e comprei 3 histórias com dvd, para os meninos (24 , 33 e 36 anos)! Eles gostaram, mas eu...adorei

Hoje pela manhã ,ouvi o chilrear de pássaros e o cantar de um galo. Eram 07h30, estou em plena cidade de Lisboa e ouço no meio da escuridão, numa rua despida de pessoas este abençoar...

É Natal... e este em particular irá ser o especial, dos especiais...A Matilde " a nossa casa cheia, a nossa lotaria..." vai ser a nossa estrela maior.

Sempre adorei o Natal, a festa, a família, o presépio, a árvore. Sempre abri ás escondidas os meus presentes, sou criança...e não quero perder o meu riso de tentar descobrir o que me escondem...

O meu Natal de 2011, tem a diferença de tu existires na nossa vida...Porque tu és o despertar de um chilrear, o cantar diário...tu és a MATILDE


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

o outono... e o amanhecer...



As últimas semanas foram de alguma "paragem" no que respeita ás minhas exigências habituais, nomeadamente no que concerne á escrita.

Apesar de ter escrito no blog, houve nesta última semana (talvez devido a algumas tarefas) um vazio inexplicável...

Ontem pelas 23h, falei com 2 amigos pelo telefone e ambos questionavam se estava bem! Claro que estava...ou não estava...

Deitei-me logo a seguir ( o que também não é normal) dormi bem e hoje sinto que há uma nova manhã...

Há 10 dias que não andava de transportes públicos...cheguei cedo a Lisboa, eram 07h10 e optei por fazer a minha caminhada...

Senti-me renovada, o dia a amanhecer, uma Lisboa a despertar com poucas pessoas, foram 3 quilómetros maravilhosos...


Os meus pensamentos estavam em letargia...Valeu a pena...

Não posso parar... o Outono faz-me falta...O entardecer faz-me falta...o amanhecer faz-me muita falta...

Uma nova manhã...

terça-feira, 18 de outubro de 2011

manhã...em conflito

Quando a semana passada, fui ao centro de saúde, pedir uma credencial para a minha mãe, enriqueci...mais uma vez o meu conhecimento das pessoas e da arte de "mal dizer"

As 06h30 a fila tinha mais ou menos 7 pessoas...os primeiros estavam sentados em bancos de plásticos, como se estivessem nas marchas populares, ou a assistir a um piquenique...

Face à minha limitação horária, dado que teria de entrar no serviço às 09h00, aguardei...e ouvi...
o jovem que estava de baixa há algum tempo, não podia fazer esforços...a senhora que queria mostrar umas análises, o senhor de idade que qual político sabedor, falava...falava...

A manhã que tanto me tranquiliza, estava a ser invadida pelo carrocel, que rodava, rodava, com a música em berros, onde gritavam´...

Tanta gente...tanto tempo e como diz William Skakespeare

"sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco com muito que temos"

Para uma nova manhã...

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

aos meus filhos...





Como puderam verificar mudei a imagem do meu blog, por nenhuma razão especial, os meus escritos são sempre vida e amor e quis dar uma cor a esta forma de estar.

A minha querida amiga, tem sido a minha mão.

Vou estar sempre grata a quem me ajudou a caminhar, no que considero a minha paz. Ele foi o impulsionador do projecto, já lhe agradeci com um post e mais uma vez apesar de não estar presente e de não acompanhar, o meu obrigado.

Foi um dia tranquilo, um fim de semana com o casamento dos meus amigos, olhava para a Andreia e Marcelo, e o vosso amor é lindo!

E porque amor, nunca se esgota, vou falar aos meus filhos.

O Ricardo e Ana, são desde sempre os meus maiores amigos. Divorciei-me muito cedo e a cumplicidade sempre foi o porto seguro.

Aos meus filhos...com o carro carregado e de novo descarregado para os acampamentos...para a feira popular...para sair á noite...aos concertos...

Aos meus filhos, companheiros de viagem, percorrendo algumas cidades da Europa, a acampar, lembram-se do Castelo em Edimburgo?

Aos meus filhos, meus heróis, meus amigos, vocês sempre me elevaram, vocês brilham na minha vida...

O vosso amor equilibra-me , hoje ao ver a Matilde, filha do teu amor Ana, ela muito pequena, mas enche a nossa casa...ela ri, ela puxa os cabelos, ela é feliz...

Aos meus filhos, e á minha filha de paixão e coração, a minha Ana Sofia, á Matilde de todos nós, obrigada por existirem.

Vocês são a minha alma.. a minha luz...e eu sou feliz

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

sons e sentidos...

Na mesa de uma esplanada, deliciando-nos com um chá verde e um scone, a conversa era fluida, passou mais de uma hora e o sentimento era de vamos continuar...a falar....

No meio das tuas gargalhadas!!! falou-se do meu blog (falamos em tanta coisa...) parece que não...é muito fácil rir, com temas que nos dão a alma...

E o meu "viagens do pensamento" aí está, com a força do quero representar quando escrevo, a vida...

O verde da natureza, a espiga, a ribeira e o tempo...

O tempo da minha vida...nunca vai ter tempo, enquanto existir... o meu tempo é em cada dia mais éfemero...

O meu tempo deu-me este ano coisas muitas boas e outras menos boas...que em cada dia desaparecem no tempo. O meu acreditar é sempre hoje.

Para ti amiga, que do teu tempo, não tiraste tempo...mas recriaste, com a emoção que te caracteriza, o meu obrigada...tu fazes parte da água límpida da minha ribeira.

O teu "som e sentido" esteve com a "viagens do pensamento" e por sempre e para sempre, obrigada.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

a oportunidade...conhecer sempre...

Escrever é aprender, gesto diário que se torna viciante.


No meu dia a dia, os pensamentos das minhas viagens, é a terapia de quem como eu,está um dia fechado.


Na minha hora de almoço, opto" direi quase sempre" por estar sózinha, ando, sento-me no jardim, olho, observo e aprendo...

Os meus silêncios são cheios de pensamentos, por uma coisa... por um gesto...por uma pessoa...por uma vida...

Após um jantar simpático com uma amiga, falavamos das mais variadas coisas e das oportunidades que a vida nos dá. ( num mundo onde o espectro de crise é terrível), falavamos de pessoas e não de gente.

O grau comparativo de pessoas e entre pessoas, é um acto de coragem e da maior isenção, dei mais um passo na minha vida.

As Oportunidades surgiram...tu tens sido a pessoa especial, tu tens sido a pessoa. Tu e há quantos anos nos conhecemos? Há muitos...mas...tu, demonstraste que a amizade, o respeito não têm tempo,, existes e por existires o meu beijo de obrigado.

Jantar agradável Tereza, e como tu dizeste, há sempre a oportunidade...


Vou caminhar pelos meus sentidos e nunca te esqueças o amanhã...pode ser hoje...

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

adeus...noite

t

Um grupo de amigas juntaram-se para festejar a despedida de solteira da nossa "Andreia".

O restaurante indiano habituado aos nossos atrasos, esperou por nós, já passava das 23h!!, e imaginem sempre com sorriso nos lábios...

Um jantar com pessoas giras, onde a gargalhada foi uma constante ( aliás a Olga onde está faz isto!!!)

Eram quase 02h00, quando caminhamos em direcção ao Bairro Alto...

Tenho lido alguma coisa sobre a "noite" e é claro que há uma mística em toda aquela gente, há uma fuga de realidade, há um desejo de encontrar o quê? não se sabe, mas a procura é incessante.

As ruas estavam carregadas de gente e de algumas pessoas, nas praças existem pseudo artistas circenses, cuja gente e pessoas não vêem!!!

Paramos na bica, se o elevador observasse os passageiros...

Optei por beber água e o meu posto foi quase sempre de observação, os sentimentos da noite, são medidos por uma unidade de força muito elevada.

A procura de algo que não tem nome, é algo...é alguma coisa...era evidente.

Ás 04h00 da manhã, deixei o meu posto de observação, caminhei para o carro, a distância era grande, pelo caminho os passageiros da noite escasseavam, as ruas cheias de cervejas vazias...

Gente que balanceava...o carrocel da vida...não sou mulher de medos, mas...

Cheguei á Praça de Alegria, entrei no carro e a alegria foi total.

Conduzia lentamente... a noite ficou para trás, adeus noite...

terça-feira, 4 de outubro de 2011

o olhar...o amanhã...o futuro



Todos os dias descubro, pequenos gestos e sentimentos que estava "ainda " longe de alcançar.

A ribeira que continua seca, guarda alguns momentos de turbulência da minha vida, mas o "meu" acreditar, dá o mote para um Outono cheio de luz...de cair de flor...mas sempre cheio de sol.


Um Outubro, que atrevo a dizer, é "talvez" o mais calmo desde há muitos anos, as experiências vividas, deram-me a tal "luz" que tanto ambicionava.


Na terça-feira, um jantar de um grupo de 9 mulheres, com uma saída nocturna até de madrugada, irá ser o tema do meu próximo post.


Hoje vou transcrever um excerto de Jose Luis Peixoto- "nenhum olhar"


" Deixa-me descansar... Deixa-me adormecer sem temer encontrar-te! E o mundo acabou. Inexplicavelmente, ou sem uma explicação que possa ser dita e entendida. O mundo acabou, como num instante em que se fechassem os olhos e não se visse sequer o que se vê com os olhos fechados. (...). O mundo acabou e nem o tempo prosseguiu. Os minutos não passavam porque não existiam, como não existiam os momentos ou os olhares. O infinito era o infinito de não ser nem infinito, nem nada. A morte não existia no meio de todas as coisas mortas. Não existiam os cadáveres. Tinha morrido a memória da morte. (...). O mundo acabou. E não ficou nada. Nem as certezas. Nem as sombras. Nem as cinzas. Nem os gestos. Nem as palavras. Nem o amor. Nem o lume. Nem o céu. Nem os caminhos. Nem o passado. Nem as ideias. Nem o fumo. O mundo acabou. E não ficou nada. Nenhum sorriso. Nenhum pensamento. Nenhuma esperança. Nenhum consolo. Nenhum olhar"


Olhar Outono...todos os olhares...


É Outubro , É Outono...vou olhar...

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

viver a vida...sempre.




O tempo é célere, esvoaça nos pensamentos, que um dos meus receios, é não ter tempo de ter tempo.

Vivo sempre intensamente tudo o que faço, na medida existencial, a minha é sempre cheia.

Desgasta e o grande objectivo que defino todos os dias, é o tal tempo tão essencial à qualidade de vida que projectei.

Sempre disse, que sou uma pessoa feliz, rica de afectos, com amor e amizade em doses suficientes, que me dão a tranquilidade indispensável, para colmatar a falta de tempo na "minha" vida existencial.

É viver dentro da vida e não ao lado da vida...

Na passada segunda-feira, recebi um telefonema de um amigo, que não consegui atender. Passado uma hora respondi.

Do lado de lá estava o meu amigo, um homem de uma sensibilidade, um artista, um questionável, numa voz pouco perceptível disse " tenho medo de morrer, estou mal e quero dizer-te que gosto muito de ti...não quero morrer sem te dizer...".

Quando ouvimos de uma pessoa como tu, esta frase, tudo tem sentido...

A existência existe...a vida é vida...tu deste a oportunidade que mereces á tua vida.

A médica que te assistiu e que te operou, premiou-te com a tua "lotaria". tu mereces!

Quando na quinta-feira, passei pelo hospital, tinhas renascido, tinhas cor, tinhas alegria,
falavas em projectos, tu eras vida...

O nosso entendimento é para sempre, quem "cria" como tu, quem gosta de pessoas como tu, quem gosta de animais como tu, o prémio é teu...

A honestidade e a integridade de um ser humano, é medida pela grandeza e simplicidade.

Quem tem a capacidade de perdoar como tu, quem ama como tu, a oportunidade de vida, é a recompensa da tua vida.

Parabéns Sérgio...e...vou caminhar contigo...

terça-feira, 27 de setembro de 2011

a tranquilidade...








Após uma semana intensa de trabalho. Estava já programado uma ida a Serro Ventoso.

A tranquilidade da casa da "ti Galinha" na Serra dos Candeeiros, a grande vontade de estar com os amigos, a reflexão, foi o propósito, mas...

As surpresas não pararam de acontecer!... A última vez que tive na "tia galinha", em 28 de Agosto, apesar do clima ser o melhor, a minha tristeza era evidente, sofria de um mal, que por ser mal, teria de ser curado...

Os pensamentos atormentavam e a lágrima era uma constante, as Marias ajudaram e muito.

A tranquilidade chegou...e com ela tudo acontece. Plutarco disse " é preciso viver, não apenas existir"

O meu filho, dizia exactamente esta frase, quando percorríamos na sexta feira, a exposição Sintrartes " Lumina", que espectáculo maravilhoso de luz ,cor e música!

A chegada a Porto de Mós, o almoço bem disposto... o bacalhau e o vinho... o plantar a relva...!

A noite chegou e mais uma vez a paz apoderou-se de mim. O repouso da guerreira...

Uma segunda, com passagem por Fátima e o caminhar até Lisboa.

A Tranquilidade...obrigada por chegares...

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

o mar...a serra...pessoas...

Os úlitmos meses tem sido profícuos dos maios variados acontecimentos.

Este País maravilhoso de sol resplandecente, serras que no seu alto nos abraçam, mar tranquilizante, tem no seu activo a essência, a luz da vida.

O meu Portugal, a nação que nos serve de berço, é vilipendiada de uma forma gratuita, que dói.

É chique, tal como tenho afirmado dizer-se mal, jornais e telejornais são a prova deste estado "pouca uva, muito sumo e como tal fraco e sem sabor!"

Neste fim de semana passei por um centro comercial na minha zona de residência, para efectivar uma troca.

Ao entrar, eram 17H o susto foi terrível, gente, gente e mais gente, sacos de compras....

Não passei do piso, em 15 minutos, no máximo fiz a troca e saí, a confusão invadiu-me, mas...porquê numa tarde de sol!!!

Como é dado a observar, não sou uma cliente de grandes áreas. Há lojas específicas que gosto e porque essas, só existem nos grandes espaços, vou, mas de imediato encaminho-me para o exterior.

Prefiro o comércio tradicional, gosto de ver pessoas na rua, gosto de apanhar sol...chuva... vento...frio..., gosto de sentir...

Precisava de retirar da minha mente aquela gente, não era Natal, porquê?. Fui à "minha "praia, não havia gente, só 4 pessoas admiravam o mar maravilhoso.

Ali fiquei, em pouco tempo serenei, a paz que tanto luto por ela, entrou na minha alma.

A Proximidade de um domingo e segunda, na tranquilidade de Serro Ventoso, carrega não só pessoas, como também gente...

A amizade é o mar e a serra...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

coisas...e o dia 20...

Estava longe de escrever num blog, quando um amigo criou a concepção criativa (eternamente grata), este passou a fazer parte dos pensamentos das viagens.

Tenho alguns rascunhos de passagens da minha vida, no meu livro branco.

Em uma pasta, que na lomba, coloquei a etiqueta de "coisas...sentimentais e morais..." existe a dor... mas existe a grande alegria que é a minha vida.

A pasta foi amarelecida pelo tempo, mantêm-se guardada e há pouco tempo, reli um ou outro manuscrito, e encontrei na mesma, um dia importante, o dia 20.

O dia 20, sempre foi o dia da mudança. Há alguns anos que não relembrava este dia...

O subconsciente e o poder do mesmo, levaram-me a este dia...determinação.

Dormi bem...estou bem...aproxima-se um fim de semana divertido com amigos...a despedida de solteira da amiga...

É dia 20, o meu dia...

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

lake...o meu fiel amigo...




Lake, ontem do nada, dei por mim a pensar em ti e na tua grandeza, as saudades que me assolam, quando falo de ti são enormes.

Tu sempre foste um nobre meu cão, estiveste 16 anos connosco e partiste no dia seguinte a uma festa, onde tu mimaste as pessoas com o teu doce olhar, brincaste e ficaste feliz com a casa cheia de pessoas.

No dia 1 de Novembro, há cerca de 2 anos, esperaste que eu acordasse, para te levar ao hospital.

Obrigado Lake pela tua compreensão, eu e o Zé agradecemos o teu carinho, Ah...continuas lá por casa, as tuas fotos estão em toda a casa.

Antes de ti Lake, já tinha desaparecido a Kika, lembras-te da cadelinha da rua que tratavamos, fazíamos comer e quando foi atropelada, íamos levar ao veterinário todos os dias.

a Kika partiu naquele domingo, depois de a deixar no veterinário e agradecida pelo meu apoio, da D. Custódia e da Céu.

Quando a Queen apareceu na União e a Maria a foi buscar, ela herdou desde a tua cama, á tua capa. A Queen é a docura. A liberdade da Queen é ilimitada, salta pelas quintas e volta cansada, feliz e agradecida pela nova vida que a Maria lhe deu. A minha "afilhada" é uma rainha!!!

Ontem tive saudades do "meu "cão, do meu "Dom". O seu olhar ternurento fascinava-me, um companheiro que quando me via, brindava-me com os seus saltos...

Tu "Dom" és um cão que vou amar sempre.

Os meus fiéis amigos, a diferença na existência de todos nós.

Saber escutar...compreender...não criticar...e amar...

Obrigado meu cão...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

utopia...o sonho de sonhar...

Quando ontem saí do trabalho, optei por fazer uma pausa para saborear o meu "chá verde" .

Na falta de casa de chá, associada a uma esplanada nesta zona da cidade (Saldanha), fez com que optasse por um atrium de um centro comercial, onde ao fim do dia e ao almoço tocam piano.

Uma das sonatas de Schubert embalava o meu "fim de dia", uma exposição de fotografia, subordinada ao tema "Utopia", os murais pintados no espaço com imagens e cores fortes, a palavra "emotions" escrita nos mesmos, criou o sonho de sonhar...a utopia...

O utopismo, pode ser uma vida...um futuro fantasioso...um imaginário...

Pode referir-se a um mundo...que não existe, a um lugar, o espaço , o nosso espaço de vida. Aquele foi o meu tempo...

Havia gente...mas...havia pessoas, vi sentimentos, vi encontros, vi afectos, vi sorrisos, era um fim de dia, de pessoas que optaram por estar naquele atrium, contrariando o "jogo da noite".

Era escuro, encaminhei-me para casa, o telefonema recebido ao chegar à "minha estação" foi o âmago.

Ainda a tempo, passei pelo restaurante, entre amigos, sobrinhos e filho, senti-me muito bem. O sonho de sonhar...e acreditar, o imaginário está dentro de nós, e nós somos aquilo que criamos e fazemos.

"Pode-se dizer, sem receio de erro, que a utopia é consubstancial à condição humana. Ninguém realiza sem sonhar." (Josué Montello)

Utopia...o sonho de sonhar...

terça-feira, 13 de setembro de 2011

setembro...o mês...

Quando ontem no meu post, desejava que o Setembro chegasse, estava no íncio do
" regresso às aulas!!!"

O "regresso às aulas" é desculpa de muita coisa, e começa logo pela manhã, anúncios sem sentido, onde a locutora de uma estação de rádio, que admiro, falava publicitando um anúncio, sobre roupa, do género ( a saia nova, os calções ao preço de x...)!!!

Estou na caixa de atm e na fila, estão jovens que falam da vulgaridade, da massagem que fizeram, da menina com quem "transaram" das férias, da piscina, etc, etc.

O trânsito está o caos, a irritação apoderou-se ainda mais do vulgar comum.

O país está numa crise profunda.

Vozes que gritam... que perderam a paciência...perderam o sorriso...perderam a capacidade de amar...

O comboio está cheio de gente, que por ser gente não olha, nem sabe para onde vai, só sabe que vai...

Na passada quinta-feira num programa da Antena 3, um locutor não falava de anúncios, o tema era o "riso".

Dizia este que, a falta de rir, é um sinal de pouco inteligência!!! vale o que vale, mas...se não transmitirmos aos nossos filhos, aos nossos amigos, ao nosso companheiro, que viver é importante e que o sorriso nos pode ajudar a enfrentar, talvez...!

Apoio incondicionalmente os programas de optimismo, que muitas escolas estão a desenvolver.

O Setembro é um mês de transição de estação, o tempo é ameno e gosto...

Na minha caminhada de 3 quilómetros, pelas 07h10 da manhã, a calmia e a brisa fizeram-me bem, colmataram a grande confusão do dia de ontem.

Uma palavra para ti Maria, foi pesado e divertido...

Uma palavra especial para elevar a Grande Natália Correia, foi a 13 de Setembro.

Setembro vai ser um mês especial na minha vida...a calmia vai acontecer.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

agosto...sim. agosto não...



O mês de Agosto sempre foi na minha vida, um mês de acontecimentos.

Casei em Agosto há 40 anos, sempre achei que era o meu grande amor, mas...a história é feita de romances...Após 18 anos, o inevitável aconteceu,a separação.

Do passado ficou a história de amor, 2 filhos muito desejados alguns dissabores, mas...após a tempestade vem a bonança e uma relação amigável de muito respeito.

Quando partiste Zé, foste tranquilo, talvez por issso tenhas escolhido a tua morte durante o sono.

Sabes que vou ser sempre a tua amiga.

Foi nessa altura, que juntamente com os meus filhos, companheiros de viagem, amor e muita alegria percorremos uma pequena parte do grande Mundo.

Um grupo muito bonito, que gostaria de voltar a encontrar. foi um Agosto sim...

Quando em 13 de Agosto, caíu uma arena pré montada em Amareleja, foi um Agosto não.... estava em férias numa das aldeias maiores de Portugal ( considerada até ao século XX) e foi um verdadeiro pesadelo.

Em 25 Agosto de 1988, o Chiado ardeu, estava em Londres e as notícias eram escassas, mas Agosto não...

Alguns acontecimentos criaram em mim, um mês de Agosto de "insomma, nom mi piace"

Mais um Agosto de acontecimentos, que a crise acentuou, mas... a capacidade de amar e regenerar criou o antídoto.

Passou Agosto. não...

Setembro estou a abraçar-te...



quinta-feira, 8 de setembro de 2011

passagens...






A vida de todos nós é feita de passagens...A minha tem inúmeraa passagens, talvez por ser a filha de um homem, que muito me ensinou a amar.

E é sempre pelo amor no seu todo, que os sentimentos confluem na pessoa que sou.

Todas as pessoas, que passaram pela minha vida são importantes, deram-me ferramentas para eu crescer como ser humano.

Nunca vivi ao lado da vida, mas sempre dentro da vida, não tenho queixumes...não tenho revolta...Tenho um amor recebido e retribuído pelas mais variadas passagens de vida.

O meu pai, a minha mãe, os meus filhos extraordinários e responsáveis, os meus afectos, todos eles contribuiram para eu ter dentro de mim um forte sentido, de que o meu dia de amanhã vai ser outro.

A minha família dá-me a Luz para a minha luta diária. Os meus amigos mimam-me.

Estão reunidos os condimentos do tempero da minha vida. Das passagens turbulentas, na busca de justificação, opto pela ignorância. Não sei...mas se assim é, teria de ser...

É a passagem da vida, acreditar que a próxima passagem irá ser bonita. Vai ter mar... vai ter verde...vai ter riso...vai ter verdade...vai ter amor.

Na vida só se perde o que se tem...quando a essência não existe!...

Encontro na minha vida, a toda a hora, pequenos gestos, que me dão sentido para as mais diversas passagens.

Vou continuar, a luz está comigo. Serenamentente, vou atravessar a minha passagem...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

um novo dia...




As viagens do pensamento estão sempre comigo. Ontem passei por vários locais, um dia que vou pautar por um novo dia...

Tirei o dia, aliás...ganhei parte do meu dia.

Saí de casa cedo, mas queria aproveitar para "ganhar o dia", gestão de crise...crise e desgraça que serve de mote para todas as conversas.

Passei pelo "meu " lugar de culto, necessitava do silêncio e de me encontrar. A Igreja matriz tem muitas histórias da minha vida, não é Sofia?. Amo-te.

Já na margem sul e a um local que nunca tinha visitado- Seixal, fiquei maravilhada.

Eram 10h00, não havia ninguém junto ao rio, este abraçou-me e encantou de tal forma que vou voltar.

Cheguei a Lisboa " mais um murro no estômago" com as novidades que estavam à minha espera!

Crise!!! mas o tempo era curto e há que retemperar as energias.

O almoço estava agendado com um amigo, que tasquinha gira, na esplanada onde imperava mais o silêncio do que o barulho, falavamos do tudo. Amigo com tantas horas de companheirismo! (lembras-te do Badoca, e do meu amuo contigo, Mónica e Kátia)

O tempo foi célere e tu mereces este estado de tranquilidade. Não é por acaso a tua vida e os teus câes.

Mais um porto que não é seguro, finanças e aí o "muro" estava ao rubro. Há que pagar, há nestes locais histórias que não são de todo de encantar.

A mensagem que tanto esperava chegou, eram 15.55.19, um novo dia...

Na minha última paragem pelo ginásio. Saí olhava em redor, lá estava a minha estação á esquerda, os ciprestes e a expectativa do contacto do novo dia...

Questões- emoções-verdades- Há sempre na minha vida, um novo dia...

Vou esperar. Um novo dia...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

a ti...pai.

Quando há alguns anos o meu filho nasceu, um amigo juntou um cartão ao presente que dizia "

Quando tu nasceste todos sorriram, só tu choraste, faz com que a tua vida seja de tal forma, que quando morreres, todos chorem, só tu sorrias."

Este cartão tem acompanhado a minha vida. Sou filha de um homem muito especial, que partiu muito cedo, tenho do meu pai as melhores recordações. Há 41 anos que partiu da vida...mas sempre presente na minha vida.

Morrer de coração...é morrer por amar...

Hoje pai resolvi falar contigo, tens sido o meu companheiro não estás presente, mas estás comigo, tu proteges-me, tu ajudas-me, tu encaminhas-me. Como tu sabes vou visitar-te com regularidade, mas... não era necessário. Tu estás sempre aqui.

Pai foste o Melhor Homem que conheci. Tu tinhas sempre uma palavra amiga para os teus empregados, tu tinhas uma relação em família incomparável, tu eras o companheiro do futebol, do ciclismo...O nosso Sporting... tu Pai... (lembras-te do motociclo).

Quando em 12 de Outubro de 1970, te deixaste dormir após um jantar de família, levaste muito amor e deixaste ainda mais...

Obrigado Pai sempre foste especial. Estarás sempre comigo

" A tua vida foi de tal forma que quando tu morrestes, todos choraram... só tu sorrias."

Conto contigo pai...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

contra...porque sim...porque não...




Quem tem uma vivência como a minha, através dos mais variados canais, aprende...ou talvez não...no contacto ocasional nas viagens do meu dia a dia.

Ser do contra é chique...dizer mal tornou-se moda, diz-se mal do tudo e até do nada.

As relações sejam elas quais sejam, tem no seu activo um deficit, que muito díficil supera o activo.

O acreditar deixou de fazer sentido, a crítica surge, o silêncio impera e fica-se do contra.

Não se sabe o que se tem, mas também não se avalia, e não se quer saber o que não se têm e... fica-se do contra.

Como é óbvio não sou do contra...acredito. Critico-me pelo que dou e critico-me pelo que não dou.
Os meus silêncios na observação traz a dor. A dor de quem não respeita, a dor de olhar e observar que estamos a perder a essência da vida. O Amar.

O olhar...O riso...O respeito...O amar...onde estão?

As pessoas são contra...o dizer mal sistematicamente, o olhar dilacerante, o desrespeito, o ar sisudo, a falta do amor.

Relações conturbadas, médias que exploram o que de mais negativo existem na procura de números. Porque não acreditar que o amor pode existir.

Eu acredito e por muitos "amargos" vou continuar a acreditar e a sorrir. Ser do contra...porque sim...porque não...

Porque não...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

a...luz








As viagens constantes da nossa vida, criam mudanças que podem ir de depressão a optimização.

Há um ponto intermédio e a agulha leva-nos onde está o peso. Falando de mim e como tu sabes, é para a luz... E a luz é a força a determinação a verdade.

Saí de casa mais cedo e optei por fazer o percurso a pé para a estação. São 6h15. É noite, mas há luz...desci várias escadas, o cheiro da manhã entrava na minha alma, o canto das galinhas e o chilrear dos passaros, encheu-me de luz....

A luz é essencial á minha vida, o respeito pelos outros, a amizade, o amor, a companhia, são percursos da minha vida, que me trazem "amargos de boca" mas também uma grande felicidade e mais uma vez a agulha pendeu, o lado bom da minha vida.

Ontem foi mais um dia de luz, o choro aconteceu mas...vai haver sempre luz.

A minha ribeira , os meus cavalos acolhem-me e dão a luz que tanto necessito.

Cheguei a Lisboa, optei por caminhar a pé a luz acompanhou-me

Obrigada a ti

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

a noite...




Após 3 semanas a conduzir diariamente a minha viatura para lisboa( não esquecer que sou eu que conduzo...), voltei à minha estação.

Eram 06h30 e noite... E apesar de não ver a ribeira, a noite despertou outro sentimento.

É na noite que os sentimentos fluem com outra intensidade... O Luar de uma noite pode ser o sonho, mas...também pode ser o ínicio do pesadelo. Fico no sonho, sou optimista e contínuo a sonhar que o meu dia...um dia...vai ser dia.

Talvez devido á minha vida profissional ( em determinada época) fazia viagens semanais de cerca de 800kms, sempre de noite, encontrei nas minhas viagens, acontecimentos que hoje tem um forte significado.

Várias vezes estacionei a minha viatura, em sítios estratégios onde cheguei a ficar (cerca de 1 hora) a absorver uma paisagem, o mar ficava a meus pés e a serra ao meu lado.

O mar sempre foi um grande companheiro da minha vida, associado a um luar que me fascinava.

Nunca foi para me isolar, mas... para me inspirar. O meu mar da Costa da Caparica e de S. Pedro de Estoril, tem o meu sorriso...tem a minha lágrima.... É o meu desafio.

Era na noite que percorria o areal. Estava sempre só, aliás nunca estava só...a noite, o luar e os meus pensamentos acompanhavam.

As minhas histórias...o meu mar...a minha noite...

Obrigado Matilde por existires...vou ter histórias para contar...


Na noite , as vidas têm outra dimensão.



sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ha..existe...


O meu blog foi criado para transcrever os pensamentos das minhas viagens.

Alguém muito especial na minha vida, fez a sua concepção criativa, de imediato apaixonei-me pela imagem que ele começou a representar na minha vida.

O "viagens do pensamento" tornou-se o haver e o ter , nos relatos da vida. As questões...As presenças...As emoções...

Para ti que criaste este blog, que me deste esta "ferramenta" de expressar os meus sentimentos.

Obrigado ha...existe. Esta página é para ti...




quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Encantamento...Desencantamento...


Não há explicações mágicas para o encantamento. Ele aparece e acontece.

O encantamento tem as cores do arco íris e coloca-nos quase sempre muito perto do "céu". Viver é intenso , a cor tem cor, nunca é cinzento e é sempre Verão.

Perdurar o encantamento faz parte da sobrevivência. Não tem idade, todos podem e devem fazer. Perdurar o encantamento é fazer da nossa vida, um dia com alegria, apesar de todas as tristezas. É acordar fazer uma análise e despertar...com alegria, com fé. O Acreditar.

Por porções provenientes do nada, o iniciar do desencantamento instala-se. Não partilho em nada que o " silêncio é de ouro" não é verdade o silêncio corroi, o silêncio torna-nos tristes, pensativos, amargos e a "porção" tem a porta aberta e como tal entrou....

E... agora? há porção mágica? Sempre defendi que a vida tem uma história, tal como um livro, ( o que fazemos se retirarmos páginas) estamos a extirpar.

o Desencantamento ficou sem cor, sem luz, é cinzento, pode ser Inverno, mas é sempre frio e ventoso.

Sou avessa ao desencantamento. A frontalidade o meu formato. Não sei viver desencantada, quero sentir sempre o sonho de encantar .

A capacidade de regenerar é o meu sonho. Acredito sempre " um dia vai chegar..."

Encantamento, estou à tua espera...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

a ti pai...


Quando há alguns anos o meu filho nasceu, um amigo juntou um cartão ao presente que dizia

" Quando tu nasceste todos sorriram, só tu choraste, faz com que a tua vida seja de tal forma, que quando morreres, todos chorem, só tu sorrias."

Este cartão tem acompanhado a minha vida. Sou filha de um homem muito especial, que partiu muito cedo, tenho do meu pai as melhores recordações. Há 41 anos que partiu da vida...mas sempre presente na minha vida.

Morrer de coração...é morrer por amar...

Hoje pai resolvi falar contigo, tens sido o meu companheiro não estás presente, mas estás comigo, tu proteges-me, tu ajudas-me, tu encaminhas-me.

Como tu sabes vou visitar-te com regularidade, mas... não era necessário. Tu estás sempre aqui.

Pai foste o Homem Melhor que conheci. Tu tinhas sempre uma palavra amiga para os teus empregados, tu tinhas uma relação em família incomparável, tu eras o companheiro do futebol, do ciclismo...O nosso Sporting... tu Pai... (lembras-te do motociclo)

Quando em 12 de Outubro de 1970, te deixaste dormir após um jantar de família, levaste muito amor e deixaste ainda mais...

Obrigado Pai sempre foste especial. Estarás sempre comigo

" A tua vida foi de tal forma que quando tu morrestes, todos choraram... só tu sorrias."

Conto contigo pai...


terça-feira, 26 de julho de 2011

regresso

Tal como afirmei no meu ultimo escrito, voltei ao campo.

Madrugada fria, tempo cinzento e é Verão!


Saboreei este regresso segundo a segundo, desde o estacionar a viatura, subir as escadarias e o repouso no meu lugar na carruagem ( direi mesmo que aguarda sempre a minha chegada)

O comboio partiu e como sempre fico agarrada a esta paisagem. Que tranquilidade, nem tudo estava como eu tinha deixado, há longos dias, os cavalos ausentaram-se, um carro estacionado no meio daquele espaço verde cortava alguma beleza e á ribeira faltava água.

A água elemento indispensável á minha vida, embora seja do signo terra.

Na minha última viagem em um dos dias, fui ao mar.

Embarcamos pelas 19h e saímos ao largo, os Comandantes dirigiam o barco para o "meu" mundo.

Ali estava tranquila a sonhar contigo, o meu mar abraçou-me, preciso dele como da minha vida. Aquele fim de tarde, trouxe algo de novo à minha existência, a vontade de mudar.

Um fim de dia adocicado e as sardinhas...e o vinho...

Espera por mim...

domingo, 24 de julho de 2011

A grande viagem....

Desde a festa, passaram-se muitos dias, os acontecimentos da minha vida foram tantos ...

Numa destas viagens, fui até à Casa de Fernando Pessoa, passei pelo quarto do "desassossego" e sem eu querer obtive uma grande prova. O amor.

Olhei para o quarto, desci para a rua e chorei, os meus pensamentos estavam bem longe de aquele local, o meu dessassossego trouxe à minha alma, um sentimento que eu própria colocava em questão. o Amor.

Os pensamentos da vida são tão questionáveis. Porque será que estamos sempre a querer o que não existe, a complicar a simplicidade de um amor no seu todo. O meu processo de crescimento tem nos últimos dias da minha longa viagem, um só rumo, descomplicar. Ser feliz.

Em uma das minhas paragens, reunimo-nos num domingo especial com as minhas amigas de 9 de Março ( imediato a nossa amizade) as Marias, Martins e de Sá, que dia especial, a alegria do encontro, o chá confortante bebido na pergula. Serro Ventoso está de parabéns com as casas de "ti galinha"

Um dos últimos percursos fiquei 5 dias, o encanto acompanhou, talvez nem sempre. mas nem sempre é uma forma. Estou feliz

Estou de regresso, triste pelos acontecimentos com amigos, triste pela ausência de quase tudo...menos um pouco,do que quero,para ser feliz.

Cheguei e optei pela mudança. Tristeza não quero, sou feliz, aliás sempre disse e ultimamente ausentava-me desse estado.

De novo look! renovei a atitude.

Tirei o Camaleão, vou voltar ao meu campo, aos cavalos e á ribeira.

E não te esqueças...espera por mim...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A festa


São dias a pensar na festa.. A festa é tema de quase todas as conversas que acontecem.

Como um grande acontecimento, a festa chegou... o acto eleitoral acabou, o dia de Portugal ficou para trás, e a festa... chegou.

O mar estava à minha frente, reluzente como uma pérola, uma noite de luar, um mar que entrava na nossa alma de uma forma intensa.

Estou na festa olho em redor, música trepidente, com níveis de decibéis elevados, copos com líquido na mão, cigarros na outra , o corpo mexer-se e o mar....

De costas para o mar reluzente, estavam todos ou quase todos, um ondular que nos preenche, uma água tépida, uma areia quente pelo calor do dia.

Eram 0 horas, mantinha-me no meu lugar, sentada numa espreguiçadeira, olhava para ele, depois de estar em contacto com ele e encantava-o o seu brilho.

Há quanto tempo eu não via um mar com aquele brilho. Ele abraçou-me, acarinhou-me e protegeu-me da música estridente.

Veio o discurso, simples com paixão, de um homem que é líder, mas que põe as emoções nas suas palavras. A sua simplicidade é a sua liderança ( curiosamente, encontrei-o a olhar para mar..)

Mantive o posto de observação, sorri, menos efusiva do que o habitual, mas triste.

Porque não olharam e acariciaram aquele mar!!!!

Futilidades, líquidos, cigarros, corpos que mexem e de vez em quando o beijo de ocasião.

Rapidamente saí a festa acabou, o mar não foi acarinhado, eu amei-o.

Eram 01h3o resolvi deixar-te até breve, vou voltar para te ver reluzente como te vi

Obrigado meu mar.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

o regresso


Nada é por acaso... nas minhas viagens o processo de aprendizagem é de uma riqueza e em paralelo,este estado questionável tem sido vivido com dor que estava longe de sentir.

Nada é por acaso...é claramente o meu encontro e a clarificação dos valores, que pautam a minha vida até à presente.

Qualquer mudança dói e este crescimento e o analisar de quem, o quê e porquê,está a criar algo de bom em mim. O meu Crescer.

Ontem, quando conduzia até à estação que me traz até Lisboa, encontrei um cenário quase perfeito, não fosse o meu estado de alma.

O cão sentado na esquina da rua, com um porte que me fascinou. Um cão vadio e livre, que me olhou quando passei de carro. Vi mais 2 e o fascínio por cães, esses belos animais!( perdi o meu há 2 anos. que dor...)

Os cães cuja liberdade amor e indiferença conquistam-me. O seu amor ao dono é de uma grandeza, o seu amor é incondicional, irracional , mas verdadeiro.

E ontem , lá estavam os "meus" cavalos. Entrei no comboio e deparo com o Arco Iris.

Obrigado arco iris por apareceres sobre as gotas de chuva, com o céu a brilhar.

As 7 cores desta ilusão de óptica deram-me um rumo. Vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, indigo e violeta. Segundo a mitologia grega, iris era uma deusa, que exercia a função de arauto divino. O encaminhar

Arco-íris, arco-celeste, utilizado em muitas histórias comtemporâneas, um deles sempre actual como o " o feiticeiro de Oz", deu-me a luz para o encontro e o desejo de ser feliz. Estão as cores da vida.

Nada é por acaso...os cavalos regressaram à ribeira e ao pasto.



sexta-feira, 3 de junho de 2011

a mudança


Ainda em tumulto, mas a recuperar após algumas horas de meditação.

Como é essencial na nossa vida o meditar e reflectir. Pobres dos que não pensam, não se questionam.... e não sabem da sua pobreza.

Ao fim de muitos anos da minha vida, sinto-me seguidora de uma frase de Tom Peters que evocava com alguma regularidade.

No presente, " sem paixão, não há sobrevivência", tem o sentido de diferença.

A ribeira irá reduzir o seu caudal de água, mas o ciclo vai permitir que se encha de novo.

Um dia de cada vez, o acreditar que a paixão que me envolve no meu todo, faz com que sobreviva, ao desencanto de quem acreditei.

A semana que se aproxima, vai ser de mudança, eu acredito, trabalho o pensamento ao longo das minhas viagens.

Talvez mais distante, mas é necessário aclarar a água turva da ribeira, soltar os cavalos e ver as pessoas a correr.


quarta-feira, 1 de junho de 2011

a reflexão...


Entramos em Junho e apesar de estarmos a meio do ano, tudo decorre igual, aliás nos últimos dias a minha ribeira sente-se da ausência dos cavalos, tal como eu.

Eles fazem-me falta, há 2 dias que os procuro, será que optaram, tal como eu, por estarem em reflexão?

Dias conturbados, com uns massmedia cheios de politica de ocasião, que recuso a ouvir, seja qual for. Vaidade, arrogância, humildade de disfarce. Apesar de me ausentar desta feira de ocasião, ela tenta entrar, mas recuso.

Talvez por isso, os meus cavalos optaram pela ausência.

No dia que se institui " dia da criança", gostaria muito de estar nesse estado.

Corre velozmente e o tempo não tem trazido nada de novo, pelo passar dos dias e pelo receio, sem ser medo, os cavalos deveriam voltar.


domingo, 29 de maio de 2011

claro que sim...claro que não...


Quem me conhece, sabe que a minha vida é vivida sempre em preto ou branco.

Quem me conhece, sabe que o silêncio, no meu caso não é de ouro. Frases curtas na expectativa de que, amanhã será melhor.

As minhas viagens de pensamento, estão como a ribeira que me acompanha, pouca água e esta turva ou suja.

Ao olhar, lá estão as minhas emoções, intensas, mas sofridas; o caudal não é suficiente para eliminar as poeiras

A distancia à minha ribeira é curta, mas deveria ser longa, para retirar da mesma, o que se coloca dentro e não se consegue retirar... espalhou-se no dia a dia, no silêncio, na fuga.

Deixou de ser preto ou branco, é cinzento

A ribeira espalha a minha dor, de não conseguir retirar as folhas secas que se acumulam.

Claro que sim....Claro que não.......

O tempo dirá, as nuvens talvez passem, o Verão está a chegar.


terça-feira, 24 de maio de 2011

O Sol


Quando caminhava em direcção ao transporte, que tem inspirado na minha vida momentos inexcedíveis, de frente estava aquele Sol de tamanho irreal.

Na impossibilidade de o fixar, o pensamento do dia foi para Ele.

Sol, obrigado por existires na minha vida. Sol, por me abraçares todos os dias, mesmo quando não te escondes, obrigado Sol, pelas reflexões que os dois temos feito, quando estamos sózinhos na praia, porque só te vejo a ti.

Sol, porque fazes parte da minha vida e me dás a luz indispensável. Obrigado

Hoje, fizeste bem, quando entendeste que precisava de ti às 06h30; foste brilhante e deste-me o teu brilho.

Encaminhaste para mais um dia de pensamentos de viagem e de paixão.

Fazes-me feliz, obrigado por existires

Sol, tu és o único!


segunda-feira, 23 de maio de 2011

a idade do tempo


Após mais um fim de semana, o penúltimo de Maio.
O tal mês que tanto gosto. Vou hoje escrever sobre o passado e o presente, o futuro como será, amanhã logo se vê....

Ontem, quando acompanhava a minha mãe, olhei para ela e fiquei em reflexão; doeu e criou em mim um pensamento, de como tudo se perde e tudo se transforma! Transforma-se, com a inexorável passagem do tempo.

Os seus 89 anos são tão lentos, como se quisesse retardar os passos da vida.

Relembrei o passado e a Mulher cheia de garra, autoritária, mas com um coração do tamanho do mundo, está agora indefesa, medindo os passos num processo lento, vagarosamente lento, cansada de tudo e do nada.

Nesta viagem, sei que dou o melhor , com alegria que me caracteriza.

Para ti mãe, que a nossa viagem vá até onde o pensamento dos deixar.

Na última semana, fui feliz, aliás sou feliz, o que me incomoda, não é suficiente para tirar o meu estado de alma. E tu sabes.

A minha viagem está no início, vou estar ao teu lado, o tempo, o tal tempo que escasseia e que nos foge, escorregadio na ribeira do meu caminho. chego lá, e apanho-o com a energia que quero dar aos meus passos.

Caminhar e ousar, que o tempo é tempo, mas que a vida é para viver.

O meu pensamento vai estar contigo.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

a intriga do silêncio


No fim de uma semana, marcada por acontecimentos agradáveis e desagradáveis, deixa-me em reflexão.

A vivência de seres humanos, que optam por estragar,seja o que for, sem razão aparente e até despropositada, coloca-me sempre em alerta de que os habitantes deste mundo, estão desenquadrados e devem viver em conflito.

Os pobres de mente, não atravessam montanhas, não correm pela ribeira, não riem, não sabem contar uma história, não amam.

O gosto, segundo estes, de dizer mal e fazer mal é de tal maneira intenso, que olho para eles, quando se deixam ver e o sentimento que me apraz dizer, é só um . Amem

O amor, é o remédio de muitos males, rica de afectos e carinhos, ao longo da minha viagem, os pensamentos sempre foram dirigidos para a capacidade de tornar menos feio, aquilo que me rodeia.

A reflexão indispensável, enquanto desço a avenida, nos meus silencios, no olhar daqueles que se cruzam comigo, no anoitecer. O anoitecer dá-me a tranquilidade essencial, para o recomeço do amanhã.

Deixei de ler e se leio não sei se leio, deixei de ouvir. Pobres de mente... Amem.

Eu amo , a minha viagem não tem tempo, o meu pensamento comanda.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

a viagem da mudança

O pensamento em viagens, é algumas vezes tão fugaz, que a expectativa fica aquém do pensamento, tão éfemero que a luz que brilha no pensamento, foge sem que eu consiga agarrar.

Volto ao silêncio e recupero a bola do brilho. è linda, tal qual lua cheia que me faz questionar tanta coisa.

Foram horas de viagem e hoje ao acordar, quis experimentar a brisa da madrugada.

Eram 06h20, optei por deixar o carro à porta de casa, trouxe uns sapatos práticos para reforço e comodidade, os essenciais!!!! vieram na mala. Que mania estar sempre de saltos altos!!!

Desci escadas, atravessei a ribeira, a ponte metálica, o verde e logo a seguir estão os meus cavalos. Que prazer!.

Em 3 dias consecutivos, atravesso campos de verde, planicies e paisagens que dão a tranquilidade a qualquer ser.

Silêncio, o silêncio de quem não quer falar do essencial. Refuto tanto o barulho, mas será que o silêncio é de ouro, ou é para alguns casos o disfarce de quem não quer .

No meio da ponte metálica, no tronco de uma árvore mergulhada na ribeira, havia uma tabuleta com esta inserção " Mudanças... 96...."

Mudanças!! Pobres os que não mudam, pobres os que não fazem barulho e o Silêncio!!

Calcei os sapatos altos, deixei o verde, estou na cidade, o verde acompanha a minha vida

quarta-feira, 11 de maio de 2011

o intruso

Maio, é o meu mês , falta pouco para o Verão, onde o Sol nos dá a cor essencial e o brilho indispensável às nossas vidas.

Acordei com magia, bem disposta, os acontecimentos de ontem deixaram-me particularmente feliz, mas eis que....

No transporte habitual, e como é a estação de origem, reparei no passageiro, que me acompanha até á estação turbulenta.

Diariamente às 06h30, eu e ele estamos lá, absorvida nas minhas viagens, ele é indiferente.

O passageiro, olha sempre com ar curioso, hoje particularizou o seu olhar, saiu do lugar para me incomodar, frente a mim, olhava e os seus olhos não diziam nada.

Quem é ele? Um dos passageiros no dia a dia em que nos cruzamos, que se tem alma, não identificamos.

Passageiros de dia e de noite, que não se questionam, que passam ao lado da vida. Será que amam?, e se amam! sabem amar?

Nas minhas viagens do pensamento, a aprendizagem do nada tem sido constante, em busca da alma vou continuar e o dia há-de chegar

Vi os meus cavalos e os loucos do footing também lá andavam, mas a passagem foi éfemera, o passageiro estava lá!

terça-feira, 10 de maio de 2011

saudade

A transmitir para as viagens do pensamento, emoções e afectos, é a liberdade que estou a conquistar e a segurança que esta página feita com tanto amor me está a dar.

Obrigado a ti , que me obrigas e me despertas para as minhas viagens.

Hoje olhei de forma diferente, para o meu percurso, talvez ainda desperta do meu caminhar de 1 hora no meio da avenida.

Tento sempre encostar-me à janela virada para uma zona verde que me acompanha até à próxima estação " esta turbulenta", aquele caminho já foi percorrido por mim, tantas vezes no meu desporto de fim do dia e hoje ao olhar fiquei com imensas saudades de o tocar, de sentar-me no tronco caído, que quase diria, foi ali colocado para eu usar.

O cair do sol, as pessoas em grupo, a criança que jogava à bola com o pai, as hortas, tudo estava comigo, caminhava isoladamente, mas com um mundo de emoções, sempre a meu lado e neste mundo havia os 2 cavalos que indiferentes á minha corrida, ali estavam a olhar para os loucos do footing.

hoje vi os meus cavalos e constatei que as hortas estão lindas, a primavera faz estes milagres, dá-nos sol, flores e hortas feitas por gente, que aproveita todos os cantos, para semear os seus produtos.

O meu lugar de estratégia, no transporte habitual vai continuar, de costas ,a visualizar e a emocionar-me, os cavalos são lindos e estão tranquilos, as hortas estão produtivas, a água corre na ribeira.

Este local é maravilhoso, amanhã estarei lá.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A idade traz-nos questões, que por muita racionalidade e equilibrio que tenhamos, questionamos e questionamos....

Ao olhar às 05h50 da manhã, para um dia claro e limpo, a primeira questão estava no meu olhar à janela.

Um despertar mais questionável do que o normal. Ao entrar no transporte habitual, olhei em volta, a geração headphones! novos e velhos aderem ao escutar e ouvir, isolando-se do essencial.

A essencialidade da vida, o adormecimento natural, o silêncio da vida. Para onde vamos?

O transporte é tão só o que se passa na vida de todos nós.

"Como foi o teu dia? " " Bem!" " O que queres para jantar? " Qualquer coisa!!!"

A vida é o qualquer coisa de alguns e o alguma coisa de outros

Os Auscultadores, o ouvir, o escutar e onde está o falar? onde nos questionamos? onde intervimos?

Não sei para onde vou....sei que não vou por aí.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A finalizar o mês de Abril, rico em feriados, pontes e longas viagens, quero manifestar através da liberdade do meu pensamento, alguns momentos que provocaram em mim, grandes momentos.

Viver em sociedade e respeitar a mesma é cada vez mais díficil, e é nas viagens que identificamos particularidades daqueles que estão ao nosso lado, atrás de nós, á nossa frente, num transporte público e que agem como "aquele transporte" fosse a sua casa no campo.

Eram 4, o casal com 2 filhos pequenos, um casal lindo, ele, em particular lindo de cabelos louros e encaracolados. Na sua viagem o pensamento dos adultos, pais das lindas crianças, estariam no meio do campo, no transporte público, estava longe, a guerrilha e a troca de poderes foi uma constante, numa viagem em que o pensamento dos progenitores, foi agressão.

Para!!! Para!!!! vezes sem fim, o vazio do rosto, a zanga, a troca de poderes, "és pai, toma conta!"

Que sociedade!!! que pais!! que crianças! Na viagem, olhava através da vidraça, Não via luz, não via nada. Eles lá estavam, rostos não definidos, zangados e com uma voz de um menino lindo de caracóis " tu és mau!"