segunda-feira, 13 de junho de 2011

A festa


São dias a pensar na festa.. A festa é tema de quase todas as conversas que acontecem.

Como um grande acontecimento, a festa chegou... o acto eleitoral acabou, o dia de Portugal ficou para trás, e a festa... chegou.

O mar estava à minha frente, reluzente como uma pérola, uma noite de luar, um mar que entrava na nossa alma de uma forma intensa.

Estou na festa olho em redor, música trepidente, com níveis de decibéis elevados, copos com líquido na mão, cigarros na outra , o corpo mexer-se e o mar....

De costas para o mar reluzente, estavam todos ou quase todos, um ondular que nos preenche, uma água tépida, uma areia quente pelo calor do dia.

Eram 0 horas, mantinha-me no meu lugar, sentada numa espreguiçadeira, olhava para ele, depois de estar em contacto com ele e encantava-o o seu brilho.

Há quanto tempo eu não via um mar com aquele brilho. Ele abraçou-me, acarinhou-me e protegeu-me da música estridente.

Veio o discurso, simples com paixão, de um homem que é líder, mas que põe as emoções nas suas palavras. A sua simplicidade é a sua liderança ( curiosamente, encontrei-o a olhar para mar..)

Mantive o posto de observação, sorri, menos efusiva do que o habitual, mas triste.

Porque não olharam e acariciaram aquele mar!!!!

Futilidades, líquidos, cigarros, corpos que mexem e de vez em quando o beijo de ocasião.

Rapidamente saí a festa acabou, o mar não foi acarinhado, eu amei-o.

Eram 01h3o resolvi deixar-te até breve, vou voltar para te ver reluzente como te vi

Obrigado meu mar.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

o regresso


Nada é por acaso... nas minhas viagens o processo de aprendizagem é de uma riqueza e em paralelo,este estado questionável tem sido vivido com dor que estava longe de sentir.

Nada é por acaso...é claramente o meu encontro e a clarificação dos valores, que pautam a minha vida até à presente.

Qualquer mudança dói e este crescimento e o analisar de quem, o quê e porquê,está a criar algo de bom em mim. O meu Crescer.

Ontem, quando conduzia até à estação que me traz até Lisboa, encontrei um cenário quase perfeito, não fosse o meu estado de alma.

O cão sentado na esquina da rua, com um porte que me fascinou. Um cão vadio e livre, que me olhou quando passei de carro. Vi mais 2 e o fascínio por cães, esses belos animais!( perdi o meu há 2 anos. que dor...)

Os cães cuja liberdade amor e indiferença conquistam-me. O seu amor ao dono é de uma grandeza, o seu amor é incondicional, irracional , mas verdadeiro.

E ontem , lá estavam os "meus" cavalos. Entrei no comboio e deparo com o Arco Iris.

Obrigado arco iris por apareceres sobre as gotas de chuva, com o céu a brilhar.

As 7 cores desta ilusão de óptica deram-me um rumo. Vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, indigo e violeta. Segundo a mitologia grega, iris era uma deusa, que exercia a função de arauto divino. O encaminhar

Arco-íris, arco-celeste, utilizado em muitas histórias comtemporâneas, um deles sempre actual como o " o feiticeiro de Oz", deu-me a luz para o encontro e o desejo de ser feliz. Estão as cores da vida.

Nada é por acaso...os cavalos regressaram à ribeira e ao pasto.



sexta-feira, 3 de junho de 2011

a mudança


Ainda em tumulto, mas a recuperar após algumas horas de meditação.

Como é essencial na nossa vida o meditar e reflectir. Pobres dos que não pensam, não se questionam.... e não sabem da sua pobreza.

Ao fim de muitos anos da minha vida, sinto-me seguidora de uma frase de Tom Peters que evocava com alguma regularidade.

No presente, " sem paixão, não há sobrevivência", tem o sentido de diferença.

A ribeira irá reduzir o seu caudal de água, mas o ciclo vai permitir que se encha de novo.

Um dia de cada vez, o acreditar que a paixão que me envolve no meu todo, faz com que sobreviva, ao desencanto de quem acreditei.

A semana que se aproxima, vai ser de mudança, eu acredito, trabalho o pensamento ao longo das minhas viagens.

Talvez mais distante, mas é necessário aclarar a água turva da ribeira, soltar os cavalos e ver as pessoas a correr.


quarta-feira, 1 de junho de 2011

a reflexão...


Entramos em Junho e apesar de estarmos a meio do ano, tudo decorre igual, aliás nos últimos dias a minha ribeira sente-se da ausência dos cavalos, tal como eu.

Eles fazem-me falta, há 2 dias que os procuro, será que optaram, tal como eu, por estarem em reflexão?

Dias conturbados, com uns massmedia cheios de politica de ocasião, que recuso a ouvir, seja qual for. Vaidade, arrogância, humildade de disfarce. Apesar de me ausentar desta feira de ocasião, ela tenta entrar, mas recuso.

Talvez por isso, os meus cavalos optaram pela ausência.

No dia que se institui " dia da criança", gostaria muito de estar nesse estado.

Corre velozmente e o tempo não tem trazido nada de novo, pelo passar dos dias e pelo receio, sem ser medo, os cavalos deveriam voltar.