quarta-feira, 31 de agosto de 2011

contra...porque sim...porque não...




Quem tem uma vivência como a minha, através dos mais variados canais, aprende...ou talvez não...no contacto ocasional nas viagens do meu dia a dia.

Ser do contra é chique...dizer mal tornou-se moda, diz-se mal do tudo e até do nada.

As relações sejam elas quais sejam, tem no seu activo um deficit, que muito díficil supera o activo.

O acreditar deixou de fazer sentido, a crítica surge, o silêncio impera e fica-se do contra.

Não se sabe o que se tem, mas também não se avalia, e não se quer saber o que não se têm e... fica-se do contra.

Como é óbvio não sou do contra...acredito. Critico-me pelo que dou e critico-me pelo que não dou.
Os meus silêncios na observação traz a dor. A dor de quem não respeita, a dor de olhar e observar que estamos a perder a essência da vida. O Amar.

O olhar...O riso...O respeito...O amar...onde estão?

As pessoas são contra...o dizer mal sistematicamente, o olhar dilacerante, o desrespeito, o ar sisudo, a falta do amor.

Relações conturbadas, médias que exploram o que de mais negativo existem na procura de números. Porque não acreditar que o amor pode existir.

Eu acredito e por muitos "amargos" vou continuar a acreditar e a sorrir. Ser do contra...porque sim...porque não...

Porque não...

terça-feira, 30 de agosto de 2011

a...luz








As viagens constantes da nossa vida, criam mudanças que podem ir de depressão a optimização.

Há um ponto intermédio e a agulha leva-nos onde está o peso. Falando de mim e como tu sabes, é para a luz... E a luz é a força a determinação a verdade.

Saí de casa mais cedo e optei por fazer o percurso a pé para a estação. São 6h15. É noite, mas há luz...desci várias escadas, o cheiro da manhã entrava na minha alma, o canto das galinhas e o chilrear dos passaros, encheu-me de luz....

A luz é essencial á minha vida, o respeito pelos outros, a amizade, o amor, a companhia, são percursos da minha vida, que me trazem "amargos de boca" mas também uma grande felicidade e mais uma vez a agulha pendeu, o lado bom da minha vida.

Ontem foi mais um dia de luz, o choro aconteceu mas...vai haver sempre luz.

A minha ribeira , os meus cavalos acolhem-me e dão a luz que tanto necessito.

Cheguei a Lisboa, optei por caminhar a pé a luz acompanhou-me

Obrigada a ti

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

a noite...




Após 3 semanas a conduzir diariamente a minha viatura para lisboa( não esquecer que sou eu que conduzo...), voltei à minha estação.

Eram 06h30 e noite... E apesar de não ver a ribeira, a noite despertou outro sentimento.

É na noite que os sentimentos fluem com outra intensidade... O Luar de uma noite pode ser o sonho, mas...também pode ser o ínicio do pesadelo. Fico no sonho, sou optimista e contínuo a sonhar que o meu dia...um dia...vai ser dia.

Talvez devido á minha vida profissional ( em determinada época) fazia viagens semanais de cerca de 800kms, sempre de noite, encontrei nas minhas viagens, acontecimentos que hoje tem um forte significado.

Várias vezes estacionei a minha viatura, em sítios estratégios onde cheguei a ficar (cerca de 1 hora) a absorver uma paisagem, o mar ficava a meus pés e a serra ao meu lado.

O mar sempre foi um grande companheiro da minha vida, associado a um luar que me fascinava.

Nunca foi para me isolar, mas... para me inspirar. O meu mar da Costa da Caparica e de S. Pedro de Estoril, tem o meu sorriso...tem a minha lágrima.... É o meu desafio.

Era na noite que percorria o areal. Estava sempre só, aliás nunca estava só...a noite, o luar e os meus pensamentos acompanhavam.

As minhas histórias...o meu mar...a minha noite...

Obrigado Matilde por existires...vou ter histórias para contar...


Na noite , as vidas têm outra dimensão.



sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ha..existe...


O meu blog foi criado para transcrever os pensamentos das minhas viagens.

Alguém muito especial na minha vida, fez a sua concepção criativa, de imediato apaixonei-me pela imagem que ele começou a representar na minha vida.

O "viagens do pensamento" tornou-se o haver e o ter , nos relatos da vida. As questões...As presenças...As emoções...

Para ti que criaste este blog, que me deste esta "ferramenta" de expressar os meus sentimentos.

Obrigado ha...existe. Esta página é para ti...




quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Encantamento...Desencantamento...


Não há explicações mágicas para o encantamento. Ele aparece e acontece.

O encantamento tem as cores do arco íris e coloca-nos quase sempre muito perto do "céu". Viver é intenso , a cor tem cor, nunca é cinzento e é sempre Verão.

Perdurar o encantamento faz parte da sobrevivência. Não tem idade, todos podem e devem fazer. Perdurar o encantamento é fazer da nossa vida, um dia com alegria, apesar de todas as tristezas. É acordar fazer uma análise e despertar...com alegria, com fé. O Acreditar.

Por porções provenientes do nada, o iniciar do desencantamento instala-se. Não partilho em nada que o " silêncio é de ouro" não é verdade o silêncio corroi, o silêncio torna-nos tristes, pensativos, amargos e a "porção" tem a porta aberta e como tal entrou....

E... agora? há porção mágica? Sempre defendi que a vida tem uma história, tal como um livro, ( o que fazemos se retirarmos páginas) estamos a extirpar.

o Desencantamento ficou sem cor, sem luz, é cinzento, pode ser Inverno, mas é sempre frio e ventoso.

Sou avessa ao desencantamento. A frontalidade o meu formato. Não sei viver desencantada, quero sentir sempre o sonho de encantar .

A capacidade de regenerar é o meu sonho. Acredito sempre " um dia vai chegar..."

Encantamento, estou à tua espera...

quinta-feira, 28 de julho de 2011

a ti pai...


Quando há alguns anos o meu filho nasceu, um amigo juntou um cartão ao presente que dizia

" Quando tu nasceste todos sorriram, só tu choraste, faz com que a tua vida seja de tal forma, que quando morreres, todos chorem, só tu sorrias."

Este cartão tem acompanhado a minha vida. Sou filha de um homem muito especial, que partiu muito cedo, tenho do meu pai as melhores recordações. Há 41 anos que partiu da vida...mas sempre presente na minha vida.

Morrer de coração...é morrer por amar...

Hoje pai resolvi falar contigo, tens sido o meu companheiro não estás presente, mas estás comigo, tu proteges-me, tu ajudas-me, tu encaminhas-me.

Como tu sabes vou visitar-te com regularidade, mas... não era necessário. Tu estás sempre aqui.

Pai foste o Homem Melhor que conheci. Tu tinhas sempre uma palavra amiga para os teus empregados, tu tinhas uma relação em família incomparável, tu eras o companheiro do futebol, do ciclismo...O nosso Sporting... tu Pai... (lembras-te do motociclo)

Quando em 12 de Outubro de 1970, te deixaste dormir após um jantar de família, levaste muito amor e deixaste ainda mais...

Obrigado Pai sempre foste especial. Estarás sempre comigo

" A tua vida foi de tal forma que quando tu morrestes, todos choraram... só tu sorrias."

Conto contigo pai...


terça-feira, 26 de julho de 2011

regresso

Tal como afirmei no meu ultimo escrito, voltei ao campo.

Madrugada fria, tempo cinzento e é Verão!


Saboreei este regresso segundo a segundo, desde o estacionar a viatura, subir as escadarias e o repouso no meu lugar na carruagem ( direi mesmo que aguarda sempre a minha chegada)

O comboio partiu e como sempre fico agarrada a esta paisagem. Que tranquilidade, nem tudo estava como eu tinha deixado, há longos dias, os cavalos ausentaram-se, um carro estacionado no meio daquele espaço verde cortava alguma beleza e á ribeira faltava água.

A água elemento indispensável á minha vida, embora seja do signo terra.

Na minha última viagem em um dos dias, fui ao mar.

Embarcamos pelas 19h e saímos ao largo, os Comandantes dirigiam o barco para o "meu" mundo.

Ali estava tranquila a sonhar contigo, o meu mar abraçou-me, preciso dele como da minha vida. Aquele fim de tarde, trouxe algo de novo à minha existência, a vontade de mudar.

Um fim de dia adocicado e as sardinhas...e o vinho...

Espera por mim...

domingo, 24 de julho de 2011

A grande viagem....

Desde a festa, passaram-se muitos dias, os acontecimentos da minha vida foram tantos ...

Numa destas viagens, fui até à Casa de Fernando Pessoa, passei pelo quarto do "desassossego" e sem eu querer obtive uma grande prova. O amor.

Olhei para o quarto, desci para a rua e chorei, os meus pensamentos estavam bem longe de aquele local, o meu dessassossego trouxe à minha alma, um sentimento que eu própria colocava em questão. o Amor.

Os pensamentos da vida são tão questionáveis. Porque será que estamos sempre a querer o que não existe, a complicar a simplicidade de um amor no seu todo. O meu processo de crescimento tem nos últimos dias da minha longa viagem, um só rumo, descomplicar. Ser feliz.

Em uma das minhas paragens, reunimo-nos num domingo especial com as minhas amigas de 9 de Março ( imediato a nossa amizade) as Marias, Martins e de Sá, que dia especial, a alegria do encontro, o chá confortante bebido na pergula. Serro Ventoso está de parabéns com as casas de "ti galinha"

Um dos últimos percursos fiquei 5 dias, o encanto acompanhou, talvez nem sempre. mas nem sempre é uma forma. Estou feliz

Estou de regresso, triste pelos acontecimentos com amigos, triste pela ausência de quase tudo...menos um pouco,do que quero,para ser feliz.

Cheguei e optei pela mudança. Tristeza não quero, sou feliz, aliás sempre disse e ultimamente ausentava-me desse estado.

De novo look! renovei a atitude.

Tirei o Camaleão, vou voltar ao meu campo, aos cavalos e á ribeira.

E não te esqueças...espera por mim...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

A festa


São dias a pensar na festa.. A festa é tema de quase todas as conversas que acontecem.

Como um grande acontecimento, a festa chegou... o acto eleitoral acabou, o dia de Portugal ficou para trás, e a festa... chegou.

O mar estava à minha frente, reluzente como uma pérola, uma noite de luar, um mar que entrava na nossa alma de uma forma intensa.

Estou na festa olho em redor, música trepidente, com níveis de decibéis elevados, copos com líquido na mão, cigarros na outra , o corpo mexer-se e o mar....

De costas para o mar reluzente, estavam todos ou quase todos, um ondular que nos preenche, uma água tépida, uma areia quente pelo calor do dia.

Eram 0 horas, mantinha-me no meu lugar, sentada numa espreguiçadeira, olhava para ele, depois de estar em contacto com ele e encantava-o o seu brilho.

Há quanto tempo eu não via um mar com aquele brilho. Ele abraçou-me, acarinhou-me e protegeu-me da música estridente.

Veio o discurso, simples com paixão, de um homem que é líder, mas que põe as emoções nas suas palavras. A sua simplicidade é a sua liderança ( curiosamente, encontrei-o a olhar para mar..)

Mantive o posto de observação, sorri, menos efusiva do que o habitual, mas triste.

Porque não olharam e acariciaram aquele mar!!!!

Futilidades, líquidos, cigarros, corpos que mexem e de vez em quando o beijo de ocasião.

Rapidamente saí a festa acabou, o mar não foi acarinhado, eu amei-o.

Eram 01h3o resolvi deixar-te até breve, vou voltar para te ver reluzente como te vi

Obrigado meu mar.


quarta-feira, 8 de junho de 2011

o regresso


Nada é por acaso... nas minhas viagens o processo de aprendizagem é de uma riqueza e em paralelo,este estado questionável tem sido vivido com dor que estava longe de sentir.

Nada é por acaso...é claramente o meu encontro e a clarificação dos valores, que pautam a minha vida até à presente.

Qualquer mudança dói e este crescimento e o analisar de quem, o quê e porquê,está a criar algo de bom em mim. O meu Crescer.

Ontem, quando conduzia até à estação que me traz até Lisboa, encontrei um cenário quase perfeito, não fosse o meu estado de alma.

O cão sentado na esquina da rua, com um porte que me fascinou. Um cão vadio e livre, que me olhou quando passei de carro. Vi mais 2 e o fascínio por cães, esses belos animais!( perdi o meu há 2 anos. que dor...)

Os cães cuja liberdade amor e indiferença conquistam-me. O seu amor ao dono é de uma grandeza, o seu amor é incondicional, irracional , mas verdadeiro.

E ontem , lá estavam os "meus" cavalos. Entrei no comboio e deparo com o Arco Iris.

Obrigado arco iris por apareceres sobre as gotas de chuva, com o céu a brilhar.

As 7 cores desta ilusão de óptica deram-me um rumo. Vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, indigo e violeta. Segundo a mitologia grega, iris era uma deusa, que exercia a função de arauto divino. O encaminhar

Arco-íris, arco-celeste, utilizado em muitas histórias comtemporâneas, um deles sempre actual como o " o feiticeiro de Oz", deu-me a luz para o encontro e o desejo de ser feliz. Estão as cores da vida.

Nada é por acaso...os cavalos regressaram à ribeira e ao pasto.



sexta-feira, 3 de junho de 2011

a mudança


Ainda em tumulto, mas a recuperar após algumas horas de meditação.

Como é essencial na nossa vida o meditar e reflectir. Pobres dos que não pensam, não se questionam.... e não sabem da sua pobreza.

Ao fim de muitos anos da minha vida, sinto-me seguidora de uma frase de Tom Peters que evocava com alguma regularidade.

No presente, " sem paixão, não há sobrevivência", tem o sentido de diferença.

A ribeira irá reduzir o seu caudal de água, mas o ciclo vai permitir que se encha de novo.

Um dia de cada vez, o acreditar que a paixão que me envolve no meu todo, faz com que sobreviva, ao desencanto de quem acreditei.

A semana que se aproxima, vai ser de mudança, eu acredito, trabalho o pensamento ao longo das minhas viagens.

Talvez mais distante, mas é necessário aclarar a água turva da ribeira, soltar os cavalos e ver as pessoas a correr.


quarta-feira, 1 de junho de 2011

a reflexão...


Entramos em Junho e apesar de estarmos a meio do ano, tudo decorre igual, aliás nos últimos dias a minha ribeira sente-se da ausência dos cavalos, tal como eu.

Eles fazem-me falta, há 2 dias que os procuro, será que optaram, tal como eu, por estarem em reflexão?

Dias conturbados, com uns massmedia cheios de politica de ocasião, que recuso a ouvir, seja qual for. Vaidade, arrogância, humildade de disfarce. Apesar de me ausentar desta feira de ocasião, ela tenta entrar, mas recuso.

Talvez por isso, os meus cavalos optaram pela ausência.

No dia que se institui " dia da criança", gostaria muito de estar nesse estado.

Corre velozmente e o tempo não tem trazido nada de novo, pelo passar dos dias e pelo receio, sem ser medo, os cavalos deveriam voltar.


domingo, 29 de maio de 2011

claro que sim...claro que não...


Quem me conhece, sabe que a minha vida é vivida sempre em preto ou branco.

Quem me conhece, sabe que o silêncio, no meu caso não é de ouro. Frases curtas na expectativa de que, amanhã será melhor.

As minhas viagens de pensamento, estão como a ribeira que me acompanha, pouca água e esta turva ou suja.

Ao olhar, lá estão as minhas emoções, intensas, mas sofridas; o caudal não é suficiente para eliminar as poeiras

A distancia à minha ribeira é curta, mas deveria ser longa, para retirar da mesma, o que se coloca dentro e não se consegue retirar... espalhou-se no dia a dia, no silêncio, na fuga.

Deixou de ser preto ou branco, é cinzento

A ribeira espalha a minha dor, de não conseguir retirar as folhas secas que se acumulam.

Claro que sim....Claro que não.......

O tempo dirá, as nuvens talvez passem, o Verão está a chegar.


terça-feira, 24 de maio de 2011

O Sol


Quando caminhava em direcção ao transporte, que tem inspirado na minha vida momentos inexcedíveis, de frente estava aquele Sol de tamanho irreal.

Na impossibilidade de o fixar, o pensamento do dia foi para Ele.

Sol, obrigado por existires na minha vida. Sol, por me abraçares todos os dias, mesmo quando não te escondes, obrigado Sol, pelas reflexões que os dois temos feito, quando estamos sózinhos na praia, porque só te vejo a ti.

Sol, porque fazes parte da minha vida e me dás a luz indispensável. Obrigado

Hoje, fizeste bem, quando entendeste que precisava de ti às 06h30; foste brilhante e deste-me o teu brilho.

Encaminhaste para mais um dia de pensamentos de viagem e de paixão.

Fazes-me feliz, obrigado por existires

Sol, tu és o único!


segunda-feira, 23 de maio de 2011

a idade do tempo


Após mais um fim de semana, o penúltimo de Maio.
O tal mês que tanto gosto. Vou hoje escrever sobre o passado e o presente, o futuro como será, amanhã logo se vê....

Ontem, quando acompanhava a minha mãe, olhei para ela e fiquei em reflexão; doeu e criou em mim um pensamento, de como tudo se perde e tudo se transforma! Transforma-se, com a inexorável passagem do tempo.

Os seus 89 anos são tão lentos, como se quisesse retardar os passos da vida.

Relembrei o passado e a Mulher cheia de garra, autoritária, mas com um coração do tamanho do mundo, está agora indefesa, medindo os passos num processo lento, vagarosamente lento, cansada de tudo e do nada.

Nesta viagem, sei que dou o melhor , com alegria que me caracteriza.

Para ti mãe, que a nossa viagem vá até onde o pensamento dos deixar.

Na última semana, fui feliz, aliás sou feliz, o que me incomoda, não é suficiente para tirar o meu estado de alma. E tu sabes.

A minha viagem está no início, vou estar ao teu lado, o tempo, o tal tempo que escasseia e que nos foge, escorregadio na ribeira do meu caminho. chego lá, e apanho-o com a energia que quero dar aos meus passos.

Caminhar e ousar, que o tempo é tempo, mas que a vida é para viver.

O meu pensamento vai estar contigo.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

a intriga do silêncio


No fim de uma semana, marcada por acontecimentos agradáveis e desagradáveis, deixa-me em reflexão.

A vivência de seres humanos, que optam por estragar,seja o que for, sem razão aparente e até despropositada, coloca-me sempre em alerta de que os habitantes deste mundo, estão desenquadrados e devem viver em conflito.

Os pobres de mente, não atravessam montanhas, não correm pela ribeira, não riem, não sabem contar uma história, não amam.

O gosto, segundo estes, de dizer mal e fazer mal é de tal maneira intenso, que olho para eles, quando se deixam ver e o sentimento que me apraz dizer, é só um . Amem

O amor, é o remédio de muitos males, rica de afectos e carinhos, ao longo da minha viagem, os pensamentos sempre foram dirigidos para a capacidade de tornar menos feio, aquilo que me rodeia.

A reflexão indispensável, enquanto desço a avenida, nos meus silencios, no olhar daqueles que se cruzam comigo, no anoitecer. O anoitecer dá-me a tranquilidade essencial, para o recomeço do amanhã.

Deixei de ler e se leio não sei se leio, deixei de ouvir. Pobres de mente... Amem.

Eu amo , a minha viagem não tem tempo, o meu pensamento comanda.


quinta-feira, 19 de maio de 2011

a viagem da mudança

O pensamento em viagens, é algumas vezes tão fugaz, que a expectativa fica aquém do pensamento, tão éfemero que a luz que brilha no pensamento, foge sem que eu consiga agarrar.

Volto ao silêncio e recupero a bola do brilho. è linda, tal qual lua cheia que me faz questionar tanta coisa.

Foram horas de viagem e hoje ao acordar, quis experimentar a brisa da madrugada.

Eram 06h20, optei por deixar o carro à porta de casa, trouxe uns sapatos práticos para reforço e comodidade, os essenciais!!!! vieram na mala. Que mania estar sempre de saltos altos!!!

Desci escadas, atravessei a ribeira, a ponte metálica, o verde e logo a seguir estão os meus cavalos. Que prazer!.

Em 3 dias consecutivos, atravesso campos de verde, planicies e paisagens que dão a tranquilidade a qualquer ser.

Silêncio, o silêncio de quem não quer falar do essencial. Refuto tanto o barulho, mas será que o silêncio é de ouro, ou é para alguns casos o disfarce de quem não quer .

No meio da ponte metálica, no tronco de uma árvore mergulhada na ribeira, havia uma tabuleta com esta inserção " Mudanças... 96...."

Mudanças!! Pobres os que não mudam, pobres os que não fazem barulho e o Silêncio!!

Calcei os sapatos altos, deixei o verde, estou na cidade, o verde acompanha a minha vida

quarta-feira, 11 de maio de 2011

o intruso

Maio, é o meu mês , falta pouco para o Verão, onde o Sol nos dá a cor essencial e o brilho indispensável às nossas vidas.

Acordei com magia, bem disposta, os acontecimentos de ontem deixaram-me particularmente feliz, mas eis que....

No transporte habitual, e como é a estação de origem, reparei no passageiro, que me acompanha até á estação turbulenta.

Diariamente às 06h30, eu e ele estamos lá, absorvida nas minhas viagens, ele é indiferente.

O passageiro, olha sempre com ar curioso, hoje particularizou o seu olhar, saiu do lugar para me incomodar, frente a mim, olhava e os seus olhos não diziam nada.

Quem é ele? Um dos passageiros no dia a dia em que nos cruzamos, que se tem alma, não identificamos.

Passageiros de dia e de noite, que não se questionam, que passam ao lado da vida. Será que amam?, e se amam! sabem amar?

Nas minhas viagens do pensamento, a aprendizagem do nada tem sido constante, em busca da alma vou continuar e o dia há-de chegar

Vi os meus cavalos e os loucos do footing também lá andavam, mas a passagem foi éfemera, o passageiro estava lá!

terça-feira, 10 de maio de 2011

saudade

A transmitir para as viagens do pensamento, emoções e afectos, é a liberdade que estou a conquistar e a segurança que esta página feita com tanto amor me está a dar.

Obrigado a ti , que me obrigas e me despertas para as minhas viagens.

Hoje olhei de forma diferente, para o meu percurso, talvez ainda desperta do meu caminhar de 1 hora no meio da avenida.

Tento sempre encostar-me à janela virada para uma zona verde que me acompanha até à próxima estação " esta turbulenta", aquele caminho já foi percorrido por mim, tantas vezes no meu desporto de fim do dia e hoje ao olhar fiquei com imensas saudades de o tocar, de sentar-me no tronco caído, que quase diria, foi ali colocado para eu usar.

O cair do sol, as pessoas em grupo, a criança que jogava à bola com o pai, as hortas, tudo estava comigo, caminhava isoladamente, mas com um mundo de emoções, sempre a meu lado e neste mundo havia os 2 cavalos que indiferentes á minha corrida, ali estavam a olhar para os loucos do footing.

hoje vi os meus cavalos e constatei que as hortas estão lindas, a primavera faz estes milagres, dá-nos sol, flores e hortas feitas por gente, que aproveita todos os cantos, para semear os seus produtos.

O meu lugar de estratégia, no transporte habitual vai continuar, de costas ,a visualizar e a emocionar-me, os cavalos são lindos e estão tranquilos, as hortas estão produtivas, a água corre na ribeira.

Este local é maravilhoso, amanhã estarei lá.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

A idade traz-nos questões, que por muita racionalidade e equilibrio que tenhamos, questionamos e questionamos....

Ao olhar às 05h50 da manhã, para um dia claro e limpo, a primeira questão estava no meu olhar à janela.

Um despertar mais questionável do que o normal. Ao entrar no transporte habitual, olhei em volta, a geração headphones! novos e velhos aderem ao escutar e ouvir, isolando-se do essencial.

A essencialidade da vida, o adormecimento natural, o silêncio da vida. Para onde vamos?

O transporte é tão só o que se passa na vida de todos nós.

"Como foi o teu dia? " " Bem!" " O que queres para jantar? " Qualquer coisa!!!"

A vida é o qualquer coisa de alguns e o alguma coisa de outros

Os Auscultadores, o ouvir, o escutar e onde está o falar? onde nos questionamos? onde intervimos?

Não sei para onde vou....sei que não vou por aí.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A finalizar o mês de Abril, rico em feriados, pontes e longas viagens, quero manifestar através da liberdade do meu pensamento, alguns momentos que provocaram em mim, grandes momentos.

Viver em sociedade e respeitar a mesma é cada vez mais díficil, e é nas viagens que identificamos particularidades daqueles que estão ao nosso lado, atrás de nós, á nossa frente, num transporte público e que agem como "aquele transporte" fosse a sua casa no campo.

Eram 4, o casal com 2 filhos pequenos, um casal lindo, ele, em particular lindo de cabelos louros e encaracolados. Na sua viagem o pensamento dos adultos, pais das lindas crianças, estariam no meio do campo, no transporte público, estava longe, a guerrilha e a troca de poderes foi uma constante, numa viagem em que o pensamento dos progenitores, foi agressão.

Para!!! Para!!!! vezes sem fim, o vazio do rosto, a zanga, a troca de poderes, "és pai, toma conta!"

Que sociedade!!! que pais!! que crianças! Na viagem, olhava através da vidraça, Não via luz, não via nada. Eles lá estavam, rostos não definidos, zangados e com uma voz de um menino lindo de caracóis " tu és mau!"

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Quando há 2 anos, decidi optar pelo transporte público, brinquei com a situação, estava cansada do tal veiculo de 4 rodas, que me obrigava à tarefa diária de o transportar para o trabalho e para casa. Era eu que o conduzia e não ele .

Ao optar por o chamado transporte de "massas" estava eufórica, finalmente iria descansar de ver as barbaridades que via na estrada, gente que se atravessa na nossa frente, gente que não respeita, gente que discute e diz o que não devia dizer, gente e mais gente.

É nesta paz , que encontro as sinergias e a observação permanente e constante para enriquecer as minhas Viagens do Pensamento.

Entramos em Fevereiro no mês mais curto do ano , mas nem por issso mais animado.

Eram 08h00, estava numa estação de origem, poucas pessoas, alguns rostos, muita indiferença, alguma dor e tristeza.

Os rostos tinham a tristeza da vida, o medo do futuro, eram homens e mulheres, novos e velhos, mas com uma expressão de "lá vou eu"

E éste lá vou eu, que eu observei nesta manhã fria de Inverno. sorri , olhei e se alguém olhassse, que ninguém queria olhar eu diria "acordem, a vida é mais do que isto"

domingo, 30 de janeiro de 2011

No final de um dia em que queria concentrar as minhas energias pelo dia vivido e amado, eis que tudo acontece, ou quase tudo.

No caminho entre um olhar meio adormecido, viajei até Istambul, lá estavam os " turcos", mas estamos numa cidade onde tudo acontece: 10 milhões de habitantes, passei por África e observei quase tudo.

O homem da tatuagem, a menina do Disco Sound, o homem que veio muito tarde do trabalho.

Eram 22h30, a partida e a chegada aconteciam e lá estava eu cidadã de Portugal, sem medo, zangada, pois nesta viagem o meu pensamento foi cortado.

sábado, 29 de janeiro de 2011

A VIAGEM


A vida é uma viagem no tempo.
Nossa a arte de a governar, como o homem do leme leva o seu navio a porto seguro.
O tempo que ela leva, é um desígnio supremo, cujo controle nos escapa.
Deveremos fazer com que ela decorra com harmonia.